| |

Sou uma mulher realizada vivo cada fase de minha vida
a minha maneira,
amo a poesia, a musica e o Amor em todas as formas, sou
sempre sincera,
mesmo que isso me custe perder quem amo.O mais dificil nessa
vida é conseguir
ser quem somos e "sermos aceito" assim, porisso há
que se ter coragem, mas o
impossível não existe e Nunca é tempo
demais.Destesto julgamentos porque
jamais seremos justos, num
veredicto, e nem cabe a nós inocentarmos ou condenarmos
alguém.
Amo a
Vida em toda a sua plenitude, tenho um amor intenso e vivo
cada
pedaço dele, porque ele me faz sentir Livre. É preciso ter coragem
pra
enfrentar esse "maluco" mundo em que vivemos, mas vamos brincar porque
a vida é uma brincadeira e não possuimos as pessoas , apenas às amamos.
Sejamos Felizes e que nos permitam sermos felizes, porque a vida é só
um
"estalar de dedos". E nesta minha Vida, neste meu momento, estou me
atrevendo à rabiscar o que muitos chamam de Poesia.
Isabel**

:: AWARD ::


:: LEMBRANÇA DO BLOG ::


DESEJO
Nasce em meu peito um forte desejo,
De seguir-te pelas
ruas, pela vida,
Como a quem ao som de dolorosas ladainhas,
Segue ao
cortejo.
Cubro-te de flores,
Das mais variadas espécies e fragrantes
odores,
Para endeusá-la em “imácula” beleza,
Que em cujos meus versos de
humilde destreza,
Jorro-te em fontes de palavras, meus amores.
Desejo-te
como o atleta deseja o grito da vitória,
A satisfação do dever
cumprido,
Todos os sentimentos explodidos do peito
Onde momentos antes em
cárcere tórpio reprimidos.
E a boca semi-abriu, na antecipação do beijo,
E
o corpo reagiu em relâmpagos de sensações,
Onde misturam-se todas as
emoções,
O sangue acelera em cavernosas esponjas de carne em um
lampejo,
Tento disfarçar, mas não consigo,
Trago o teu gosto em lembrança,
sempre comigo,
E explodimos juntos, ao sabor do desejo...
ARAMIS 30/10/07


VOEI
Voei sem asas
Numa noite escura.
A chuva caía
Na
planura
De um sitio sem casas
E eu voava.
O vento rugia
Fazendo
secura
Nas terras rasas
E eu voava.
A neve caia
Branca e pura
De
salpicos fugazes
E eu voava
E voei, voei, voei…
Então
Sorte
danada
Em teu dorso eu pousei
E acordei.
Senti o calor
Do teu corpo
em repouso
Senti o volume
Do teu peito
Com arfar
cadenciado.
Perfeito.
Senti a curvatura
Das tuas
coxas
Sobrepostas
A preceito
Escondendo, porventura
Algum
tesouro
Que querias guardar.
Senti o odor
Forte e doce
Da tua
flor.
Não resisti.
Envolvi-te em meus braços
Acordei-te
lentamente
Sorriste
E entregaste-te
E eu voei, voei, voei….
Jocunha.2008/01/16

"....Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o
passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde
a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando
me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa
aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!"
Charles Chaplin


Soneto 74
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não
se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário
entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em
se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o
vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos
amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões

FELICIDADE
Tenho te procurado por toda minha
vida.
E em cada fase minha, te via de um jeito.
Quando criança, podias
estar em um brinquedo, um sorvete.
Ou em um bolo com confeito.
E eras tão
simples pra mim...
Mas o tempo foi passando,
Os valores e os sonhos
aumentando,
Já não me bastavas em simplicidades.
Queria-te como um carro,
uma moto,
Ou como uma viagem com mochila nas costas,
E mais uma vez o
tempo passou,
E hoje, as responsabilidades me fazem te ver ausente,
Não me
apareces mais em presentes, tudo ou quase tudo já tem.
Talvez a tenha
abandonado por ter-me iludido às posses com tanto
empenho.
E te
menosprezei tentando te comprar.
Achava que assim seria mais fácil
tê-la.
E esqueci-me de quando cavalgava ao teu lado,
Montado em um cavalo
alado,
Sem ter pressa...ou onde se chegar...
Aramis

Olhos da saudade
Olhar perdido no espaço
A dor da saudade é cruel
Lágrima
tem gosto de sal liquido
Dilacera e queima como fel
Falta do teu
abraço
Uma tremenda vontade
De sentir o entrelaço
Para o tormento
amenizar
E junto essa saudade matar
Lembrança do teu carinho
A mágica união das palavras
Vem
surgindo de vagarinho
Suavidade daqueles momentos
Sussurrando a me
dizer
Não precisa sentir medo
Estarei sempre aqui com você.
Das noites a navegar
Dos passeios junto ao mar
Das juras
de amor eterno
Dos sonhos virar real.
Inerte perdida nesse vazio
Na
alma um escuro frio
Meu corpo que reclama
Minha voz que te chama
Vem
correndo me amar.
05/01/008
Mendi

Soneto da Mulher ao Sol
Uma mulher ao sol - eis todo o meu desejo
Vinda do sal do mar, nua, os braços em cruz
A flor dos lábios entreaberta
para o beijo
A pele a fulgurar todo o pólen da luz.
Uma linda mulher com os seios em repouso
Nua e quente de sol
- eis tudo o que eu preciso
O ventre terso, o pelo úmido, e um sorriso
`A
flor dos lábios entreabertos para o gozo.
Uma mulher ao sol sobre quem me debruce
Em quem beba e a quem
morda, com quem me lamente
E que ao se submeter se enfureça e soluce
E tente me expelir, e ao me sentir ausente
Me busque
novamente - e se deixes a dormir
Quando, pacificado, eu tiver de
partir...
Vinicius de Moraes

Beijo Eterno
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira
e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue.
Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!...
Diz tua boca: "Vem!"
Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!"
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes,
e as tortura!
Beija mais! morde mais!
que eu morra de ventura,
Morto por teu amor!
Castro Alves

POEMA 20
(Pablo Neruda)
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e tiritam,
azuis, os astros, ao longe”.
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis,
e às vezes ela também me quis.
Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei
tantas vezes debaixo o céu infinito.
Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não ter amado
os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que
não a tenho. Sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na
alma como na relva o orvalho.
Que importa que meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está
estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não
se contenta com tê-la perdido.
Como para aproximá-la meu olhar a procura.
Meu coração a
procura, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de
então, já não somos os mesmos.
Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz
procurava o vento para tocar o seu ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz,
seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o
amor, e é tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a tive entre os meus
braços,
minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes,
os últimos versos que lhe escrevo.


Dado


Livro